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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Blog interruptus

Para que este projecto possa continuar, o que irá acontecer por enquanto, vou deixar de publicar aqui e em qualquer outro lugar, as reportagens que for efectuando.

Espero que no final, o esforço e o investimento possam ter algum retorno, dado que, neste momento, decidi não continuar a mostrar o desenvolvimento do meu trabalho, onde apenas tenho divulgado o excelente trabalho desenvolvido pelo Bombeiros Sapadores de Setúbal e o meu nome, enquanto fotógrafo.

Para os Sapadores de Setúbal: Huzzê, Huzzê, Huzzê (Viva, Viva, Viva)

Até breve.

Paulo Jorge Reis Simões

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Abertura de porta com vítima no interior


No decorrer destas reportagens que tenho vindo a efectuar com os Bombeiros Sapadores de Setúbal, tenho-me apercebido de algumas realidades sociais e outras, e de entre elas, destaco a abertura de portas com vítimas no interior.

Temos vindo a ouvir nos Órgãos de Comunicação Social a alusão ao facto de aparecerem pessoas mortas em casa sem ninguém dar por isso. Nem imaginam os cidadãos, a quantidade de serviços efectuados pelos Bombeiros, mas que, mesmo assim, não evitam que essas pessoas morram, porque, nem elas nem ninguém, conseguem dar o alarme.

A azáfama da sociedade actual, faz com que os idosos fiquem entregues a si próprios, longe dos familiares que lhes poderiam dar atenção e cuidados. As preocupações de todos nós, não chegam para diminuir o tempo de resposta que o salvamento deste tipo de vítimas deverá ter, para não ser descoberta morta, algumas horas ou dias depois, por Bombeiros, familiares, amigos ou vizinhos.

Terão de ser difundidos mais sistemas que possibilitem aos idosos pedirem ajuda, quer automaticamente quer manualmente, para que o socorro seja possível.

Na última abertura de porta, deste tipo, onde estive presente, receava-se o pior. Cerca de 2 horas depois dos familiares tentarem entrar na casa de um familiar com mais de 90 anos, os bombeiros foram chamados.

A auto-escada não teve altura para chegar ao andar, onde a senhora não respondia, e a porta estava fechada por dentro. Depois de ter sido forçada a entrada, com a devida autorização dos familiares, a senhora acordou do seu tranquilo sono e com um olhar sereno, mas alheada de toda a evidente preocupação, nos foi dizendo que estava a dormir e que não tinha ouvido nada.

Desta vez, tal como o título do Blog indica, “Histórias do fim da linha… ou talvez não”

domingo, 10 de abril de 2011

Falsos Alarmes de Incêndio

Os falsos alarmes fazem parte do dia-a-dia dos bombeiros.

No entanto, o excesso de zelo com que se telefona para a central dos bombeiros poderá ter, por parte da população, uma maior taxa de assertividade se existirem alguns cuidados antes de agarrarem no telefone.

A grande distância a que possam estar, daquilo que acham que possa ser um incêndio, leva normalmente a falsas interpretações.

O tipo de iluminação pública, alaranjada, leva as pessoas a verem focos de luz que, em determinadas condições climatéricas se possam assemelhar à cor das chamas.

Confundir as nuvens com fumo, também é frequente.

Más vizinhanças também levam a chamadas, apenas porque o vizinho está a fazer muito fumo com o churrasco…

A cada alarme corresponde a mobilização de meios humanos e materiais que, quando se transformam em falsos alarmes, acarretam custos para a sociedade.

É claro que todos dizem – “mais vale prevenir que remediar”, mas, para além das brincadeiras de mau gosto, uma melhor observação e proximidade com aquilo que se suspeita ser um incêndio poderá evitar muitos falsos alarmes.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Toque de fogo

Não sei se o cidadão comum se apercebe do que se passa dentro do quartel dos Bombeiros Sapadores quando toca a fogo.

A correria é geral. A adrenalina dispara. O fogo tem de ser rapidamente apagado, todos sabem e sentem isso. Cada um coloca o seu EPI (Equipamento de Protecção Individual) e ocupa o seu lugar no veículo que lhe foi atribuído.

Saem 3 veículos de combate a incêndios, se for fogo urbano. O INEM (Sapadores) também acompanha para o que der e vier.

No banco de trás do 2º carro já estou a mais de 100 ppm. A ansiedade é enorme. Não se sabe o que iremos encontrar. Se existirem pessoas presas no fogo, esse será um dos piores cenários.

Em marcha acelerada, as sirenes são accionadas, apenas quando fazem falta, para libertar as vias de circulação.

Foto efectuada em andamento.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Viva, Viva, Viva!

Neste Blog serão colocadas as imagens e as histórias que acompanharei nas saídas que irei realizar com os Bombeiros Sapadores de Setúbal ao longo de vários meses.

Serão histórias de sucessos e insucessos, onde, algumas vezes, a vida humana estará no limite da sua existência.

O trabalho abnegado destes homens estará sempre no limiar do desespero, do sofrimento, mas também da esperança de muitos a quem a eles recorrem.

A todos eles - Huzzê, Huzzê, Huzzê! (Viva, Viva, Viva!).